Todo filme é maior do que qualquer interpretação. Uma crítica ocupa apenas uma pequena parte desse território. Seu papel não é oferecer a última palavra, mas abrir novas possibilidades de leitura.
Talvez por isso esta revista tenha escolhido a simplicidade. Há poucas imagens, poucos elementos e poucas interrupções. O espaço pertence sobretudo ao texto, porque é nele que um filme continua vivendo depois do fim da sessão.
Cada crítica é um convite para permanecer um pouco mais diante de uma obra. Não para descobrir o que ela "realmente significa", nem para decidir se merece uma ou cinco estrelas.
Menos vitrine. Mais texto.
Certa vez, um amigo me disse:
"Foda-se se o filme é bom ou ruim. As discussões levantadas por ele são interessantes? Se sim, vamos ao cinema, porra!"
Desde então, essa é a melhor definição da crítica da Filmíssima.